terça-feira, 14 de dezembro de 2010
A casa da poesia
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
A gata e o telefone
a gata bela como uma romã
diamantes de luz no ar da manhã.
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
Fábulas de Natal 3
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
NO MURO DAS LAMENTAÇÕES
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
O poema

O poema
sábado, 4 de dezembro de 2010
Fábulas de Natal (2)
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( poemas de Natal, 2007)
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sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
O poeta e o político
O POETA E O POLÍTICO
Qual é a diferença entre o poeta e o político?
A política não é poética?
A política é a arte de governar os homens.
A poética é a arte de governar as almas,
que são a essência dos homens.
A poética é a política elevada à máxima potência.
Depois é o nada,
a madrugada quando os olhos cegam
porque foram iluminados pela poesia.
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
Um cão uivando para a lua
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
Três paráfrases
1. O Carrinho de Mão Vermelho talvez seja o mais famoso poema de William Carlos Willians. É certamente o que mais exemplifica a sua técnica de tirar do poema tudo que é excesso, usar palavras comuns, criando uma pintura clara, quase sem imagens. Não merecia que eu lhe acrescentasse nada, e não o fiz. Acontece que eu tive um carinho de mão vermelho, que enchia (uma amiguinha de infância, uns quarenta anos depois, me lembrou o caso) de pedaços de madeira, como se aquilo fosse a coisa mais importante do mundo. Então, eu precisava registrar o fato.
so much depends
upon
a red wheel
barrow
glazed with rain
water
beside the white
chickens.
tanta coisa depende
de um
carrinho de mão
vermelho
esmaltado de água de
chuva
ao lado das galinhas
brancas
sábado, 27 de novembro de 2010
Fábulas de Natal (1)

sexta-feira, 26 de novembro de 2010
A goiabeira


terça-feira, 23 de novembro de 2010
Estou na NOVA POESIA BRASILEIRA
O Benilson faz uma bela escolha da poesia feita hoje e é com grande honra que me vejo selecionado. A nossa amizade vem de longa data, de quando lancei meu segundo livro, Exílio, 1983, em Santos, quando ele era meu aluno. Belos tempos! Quem quiser visitar: NOVA POESIA BRASILEIRA.
Vale a pena conhecer os outros blogs do Benilson, especialmente o POESIA COXIPÓ, com poemas dele muito bons.
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
Kos de Hipócrates

Imagem da Wikipedia
Kos de Hipócrates
A concha do olhar ou memória
ignoram o seu nome, baço,
e seu espaço de teatro
ou ágora de antigo templo.
À sombra dourada de um plátano,
tronco de largo diâmetro,
Hipócrates lições ministra
de medicina aos seus alunos.
Nesta terra de sal e mar,
a cura da dor e da morte.
Feitas e desfeitas, as pegadas
se renovam na areia branca.
É tarde, Hipócrates é cinza.
Férteis águas ferruginosas,
centro irradiador de saúde,
a brancura absoluta dorme.
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sábado, 20 de novembro de 2010
Apocalipse de Drummond e meu pai

APOCALIPSE DE DRUMMOND E MEU PAI
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
O arado de Deus

quarta-feira, 17 de novembro de 2010
O quadro

segunda-feira, 15 de novembro de 2010
Elegia

ELEGIA
A terra domada sob o sol
à espera da chuva e da semente.
Planto o corpo à margem do tempo
como uma pedra ou uma estrela.
Os meus pés já caminharam todos os caminhos.
Debulhei as contas da infância
num cesto de vime e caruncho.
A árvore pende os galhos sem esperança,
no entanto floresceu e frutificou.
Os pássaros caem como frutos maduros.
A morte me saúda na porteira do curral.
Bebi toda a água do rio,
estou pronto para comer o meu quinhão de terra.
Tecendo a minha mortalha com o verde eterno
sob o céu claro,
aceno adeus com a pandorga ao vento.
A janela aberta para o canto,
a rosa sorri ao fim da tarde.
Não quero deter as águas do tempo.
A plantação está pronta para a colheita.
A lua beija o lago e a montanha.
(1-11-07)
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sábado, 13 de novembro de 2010
Elegia de inverno

ELEGIA DE INVERNO
Um espinho em cada pétala. Na memória,
as portas batem contra as palavras.
Quebram taças de magnólia
e ninhos de pardais inundados de luz.
Ouçam os jardins, o eco de um canteiro a outro
até à fonte do unicórnio.
Éramos felizes com os pés no chão,
sujos de terra e limo verde. Éramos eternos.
Quando se abriu a primeira porta.
Quando eu ouvi a voz do gavião.
O trovão ribombou de encosta a encosta.
Era Deus que me chamava.
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O arco-íris aceso na folhagem
de uma a outra árvore, de um a outro monte.
O gavião me enviou. Disse:
Quem vai matar as crianças?
Quem vai, depois, enterrar as crianças?
O riso, a alegria das crianças persiste até depois de mortas.
O cavalo persegue a sua forma.
O cavalo é Deus perseguindo a sua forma.
De argila moldo a minha face,
à espera de Deus.
Ouvi a música imóvel e o verbo.
Eu estava dentro do tempo
tateando as paredes úmidas do poço.
Contemplei o horizonte e me elevei em êxtase.
A rosa é frágil, não suporta o peso do céu.
É a âncora e o barco no mar.
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Veio a chuva, penetrou na casa
e na igreja. Já não sou sozinho.
Veio o sol, trouxe
a forma da beleza.
A permanência dentro da pedra.
A face flácida no espelho
e o diálogo dos fantasmas exilados.
O vento sopra no tempo.
Os caminhos povoados de gorjeios.
O espírito rejubila-se.
Os caminhos se movem.
O sino acordou a montanha.
O sol negro contra o girassol.
A dor das pedras nas lágrimas do crepúsculo.
As garças com a luz nas asas.
O mar se move.
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As palavras são o eixo do mundo.
A rosa é eterna.
As palavras não se cansam.
A música encontra a sua forma.
Deposito a música no cântaro e caminho.
A harpa se cala, a música permanece.
A palavra é tudo.
O deserto floresce.
Florescem os leões, as pedras, a areia.
Chegamos ao oásis para ficar.
Meu cavalo repousa à sombra.
Deus repousa à sombra.
A luz move o mar.
As estrelas gritam, as crianças gritam.
Ouço o grito das crianças
entre as pedras, os pássaros e as palavras.
(2007)
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quinta-feira, 11 de novembro de 2010
Os grandes LPs - ou - o velho Vinil

Os grandes LPs, o máximo para se ouvir música com o som perfeito, ou o vinil, como dizem hoje, recriando um saudosismo de um tempo que nem viveram. Mas eram sublimes os LPs, era sublime a música ouvida naqueles bolachões – mas também não os chamávamos bolachões, nome depreciativo, não, nós os respeitávamos. É bonito agora ver renascer esse respeito – pela música mais encorpada, mais autêntica. Hoje são quase infinitas as maneiras de se reproduzir uma música, mas, porque infinitas, também artificiais.
Talvez muita gente discorde desse julgamento, quem sou eu? Deem uma olhada neste blog – clique no nome: EXTINÇÃO – para conferir. Extinção! Antes que acabe. LPs do mundo inteiro – de graça! Basta pagar o frete e uma pequena contribuição para se manter esse que se autodenomina Museu do Futuro. É uma graça! Nada é de graça neste mundo, mas vale a pena conhecer. Talvez você goste. Talvez você goste pelo menos de conhecer.
U.K. PUNK ROCK: RESISTANCE 77
terça-feira, 9 de novembro de 2010
A Árvore da Vida

A Árvore da Vida
Com os galhos erguidos para o céu,
despida, quase sem nenhuma folha,
esta é a Árvore da Vida.
(Como será o nome em japonês?)
Quando caiu a bomba em Hiroxima
(ou talvez em Nagasaki)
tudo morreu de vez,
menos esta árvore.
Frágil como uma criança,
no meio da destruição,
no meio da morte,
só ela estava viva.
Com as raízes plantadas na terra,
com os galhos erguidos para o céu.
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A Fernando Campanella, que gosta do tema da Árvore da Vida.
Embora a Sônia tenha me alertado de que o poema não é bom, parece prosa. Mas nem sempre um poeta pode fazer bons poemas. Este, prosaico, tem toda a sua poesia já no tema.
Vi a árvore e ouvi sua história em Poços de Caldas, no Jardim Japonês. Verdade? Imprima-se a lenda. Para a poesia, a lenda é o que importa.
Mas sobre o altar da Catedral do Espírito Santo, de Bauru, há uma representação da Árvore da Vida. Esta Árvore da Vida é a que me importa, a mim, cristão. É a Árvore que está na Bíblia, Gn 2, 9, símbolo da eternidade.
Interessante a comunhão das religiões, com suas mitologias, a riqueza dos seus símbolos. Assim encontramos a Árvore da Vida no Japão.
Assim a encontramos nos cientistas que querem provar a origem da vida sem uma ligação com Deus – origem que chamam graciosamente de Árvore da Vida.
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sábado, 6 de novembro de 2010
Poeta de pé quebrado
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
Elegia de Finados
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