
Entre os verdes caniços
o arco-íris sorri.
Saltita no fio
o passarinho vermelho
rindo de mim.
A gota de orvalho
no cálice róseo
da flor do ipê.
À beira da estrada
é mais bela a paisagem.
Tinha uma pedra na mão,
voaram dois pássaros
da alma.
O gato preto sonolento
ronrona como um besouro.
O tiê-sangue
respinga sangue
nos meus olhos.
A imagem do pássaro
voa como o pássaro.
A flor do ipê
é um cálice de luz
na manhã.
A flor-cálice de luz
do ipê
multiplicada.
O gato me olhou
com os olhos verdes
como a paisagem.
O canto do pássaro
inventa o pássaro.
O pássaro é o coração
da árvore.
O poema é natural.
A árvore, sobrenatural.

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A foto do arco-íris é minha.
A do tiê-sangue, no voo, mágica, é da Sônia.














































