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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

POEMA NO CREPÚSCULO




POEMA NO CREPÚSCULO


A árvore queimava
E o homem
Levantava o dedo pingando sangue

Era como se tivesse uma rosa
Na mão
Um espinho na ponta do dedo

Olha o vento
Como sopra na copa das árvores

O vento parece dourado
Sobre a copa das árvores

O menino olha o homem
Olha a árvore
Olha a rosa


E sai voando com o vento sobre a copa das árvores





quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Os gestos humanos






Os gestos humanos


Os caminhos são simples e pequenos, Sônia,
Levam à árvore em chamas do crepúsculo,
Aos cisnes sagrados brilhando no lago verde.

Você se lembra dos gansos, como grasnavam
Alertando-nos? As torres balouçavam-se
Com os bambuais, sobre a cidade adormecida.

Um relâmpago e as flores todas se abriram.
Ungimos com óleo e mel as nossas feridas,
Estávamos prontos para a arena da vida.

Os touros arrastavam o carro do sol e o mundo.
Nós conhecíamos as palavras apunhaladas,
Nós tínhamos sobre os ombros um lírio e uma forca.

Nós velávamos a pérola do enigma em sua concha
Enquanto os caranguejos e as aranhas, no escuro,
Extasiados, copiavam os nossos gestos humanos.


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