quinta-feira, 4 de agosto de 2011

A PEDRA


























           A PEDRA


Sou a pedra. Decifra-me 
ou devoro-te.
Mais que Deus 
sou benigna com os homens

que não decifram 
o mistério 
e morrem
como se não houvesse mais mistério.




5 comentários:

Unknown disse...

UM tiro no peito.

Sábia pedra, mineral que amo. Essa em especial tem uma imagem divina.

Lindo demais, Brandão!

Beijos

Mirze

Cris de Souza disse...

tanto nos ensina as liras de essência mineral.

um abraço, poeta!

Marcantonio disse...

Não há como abdicar de ver mistérios se temos olhos sensíveis. Como o mistério dessa expressiva pedra da foto, verdadeira esfinge zoomórfica, estranha epifania entre o mineral e o orgânico.

Grande abraço.

Bazófias e Discrepâncias de um certo diverso disse...

Quanto ainda há de mistério em uma pedra? É o que pretendo descobrir! :) abs. ps: estou passando seu livro "memórias da terra" pro pessoal do trabalho. Estão gostando muito!

Fernando Campanella disse...

Um achado, esse poema. Uma nova proposição da esfinge: um convite a fruir a vida, sem o esforço (a dor) do questionamento, da indagação. A incconsciência parece ser a chave da vida plena. Abraços.