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sexta-feira, 6 de julho de 2012
domingo, 17 de junho de 2012
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
MEU (DES)ENCONTRO COM MANUEL BANDEIRA
MEU (DES) ENCONTRO COM MANUEL
BANDEIRA
Eu vi Manuel Bandeira parado
na frente do Banco...
Não me lembro de que banco,
mas era um prédio antigo
e o poeta exibia seus famosos
dentes que eram teclas de piano.
Eu contemplei o poeta com
admiração, quase com devoção,
e não tive coragem de me
aproximar, cumprimentá-lo, quem sabe
ajoelhar-me a seus pés.
O poeta pairava com
displicência no mesmo lugar
como se não esperasse nada,
apenas que a vida passasse
e as coisas continuassem com a
sua insignificância e a sua poesia.
Eu fiquei tão encantado
contemplando o poeta, imbuído
de tanta timidez em minha
veneração quase estúpida
que não pude dizer nada, fazer
nada.
Até se poderia ouvir a música
das teclas de piano do poeta
que, naquele distante 1969,
quando eu o via em carne e osso
e poesia, há muito já
partira para outras encantadas esferas.
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