
Falo esta minha fala de palavras
noturnas, onde me revelo inteiro.
Sou o que sou, e escrevo do que posso.
De minha face, que se fecha em si,
em dor que anseia pelo exato ritmo
que a transfigure, de evasiva imagem
a seu edificado espaço vivo.
Os resíduos do sonho ou da memória,
os labirintos do destino avaro,
o domínio do efêmero presente
no pensamento sábio, e ignorando,
as cinzas ilusórias, o que, alheio,
nosso julgamos. Vou mostrando, aos poucos,
os ângulos de minha face frágil.
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Desejo um ano novo com muita paz, sabedoria, beleza a todos os amigos.