A ARQUITETURA DE UM POEMA
A arquitetura de um poema não é
a arquitetura de um edifício.
O edifício ergue-se no ar com
toda
improbabilidade,
como se fosse desmoronar.
O poema é feito de uma estrutura
concreta: ar e sangue
para, contra todas as probabilidades,
nunca desmoronar.
A arquitetura do edifício do
poema
implode e
levanta-se das próprias cinzas.