terça-feira, 14 de maio de 2013

POEMA À MÃE

                                                                           Palmeirinhas que minha mãe plantou há mais de 50 anos





POEMA À MÃE

Mãe, a areia se escoa da ampulheta.
O teu menino envelheceu.
A ferrugem rói os ossos e a paisagem.
Vesti a roupa preta da despedida.

O tempo voa. Olho a minha imagem
no espelho: triste e torto, não me reconheço.
O mundo fez de mim um homem duro,
não sou mais o teu menino puro.
Sou quase um homem morto.

Onde as tuas mãos para me pensar as feridas, mãe?
Onde os teus olhos que refletiam o olhar de Deus?

Desfaleço. No fim do caminho
estendo as mãos procurando as tuas mãos, mãe.
Estou tão sozinho.







5 comentários:

Lúcia Bezerra de Paiva disse...

Palmeirinhas lindas, significando tanto...
Triste e belo poema!
Um abraço

A. disse...

Nem todas as Palavras do mundo, são suficientes para descrever o toque da razão de sentirmos as ternas mãos de Mãe!... Talvez seja mesmo a última coisa que nos resta; a partir de sua partida, acontece um recomeçar de novo, em Família, mas sem aquele espaço que falta na falta do coração!...

Abraço

Fred Caju disse...

Que final bonito...

tonholiveira disse...

↓

Lindo, lindo, lindo!
...

Como gostaria de falar assim pra minha mãe,
ELA ainda vive,
mas "já morri"... faz uns dois anos!

Dói e não acho a cura!

:o(

Prof. Raquel Rocha disse...

Forte, mas real este poema, amo poesias e já estou participando também, convido a conhecer meus blogs, e o de poesia é este:
http://orvalhoemflor.blogspot.com.br/