A ESTRELA DA NOITE
Pensei uma flor no ventre da pedra
as baitacas gritam, gargalham
o pinheiro abre os braços para o céu.
O grito branco de espanto do gavião
voa num átimo
instaura a claridade.
A minha flor se abre
a estrela da noite lívida sangrando
sorri para a alvorada.
Quebrem as garrafas!
quero um banho de luz verde
quero me afogar no sol.
José C. Brandão
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