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domingo, 14 de dezembro de 2014

Monte Branco

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terça-feira, 2 de dezembro de 2014

O POETA NO ASILO






O POETA NO ASILO


O poeta vende quadros no asilo
o poeta vende o tempo em fatias no asilo
um relógio invisível geme nos gonzos
nos porões do asilo

Um relógio improvável de ferrugem
e ouro podre entre as paredes feridas de ranhuras
como cicatrizes azuladas
cobrindo a dor com a cor das coisas sem nome

O poeta passeia a sua angústia entre gatos
e galinhas no asilo
o poeta vende quadros num depósito
de coisas gastas e já sem uso

O poeta vende o seu corpo num quadro
sem moldura
o poeta vende a sua alma entre a maranha
das teias de aranha no asilo

Quem quer comprar a alma do poeta em exposição no asilo?











sábado, 29 de novembro de 2014