sábado, 29 de novembro de 2014
sexta-feira, 24 de outubro de 2014
A CORUJA
A CORUJA
No meu olhar o espelho do
animal
agonizante. Por que morrerei?
O que farei da imagem perecível
sem destino na noite do universo?
agonizante. Por que morrerei?
O que farei da imagem perecível
sem destino na noite do universo?
De que me vale o olhar,
preciso, inciso
na carne, no íntimo do que me fiz?
O que sou mais que imagem de uma imagem?
A cor do ouro que vejo, e deixo ver,
na carne, no íntimo do que me fiz?
O que sou mais que imagem de uma imagem?
A cor do ouro que vejo, e deixo ver,
encanta e engana. A vida é
cinza e sombra.
O que resta de mim além da casca?
Cai do relógio a música do efêmero,
e cego com a luz, os estilhaços
O que resta de mim além da casca?
Cai do relógio a música do efêmero,
e cego com a luz, os estilhaços
do cristal que me ferem e
iluminam.
O abismo dói. De que me vale o sonho,
a beleza, o absoluto? Amanho o medo
da dor que me alimenta e me assassina.
O abismo dói. De que me vale o sonho,
a beleza, o absoluto? Amanho o medo
da dor que me alimenta e me assassina.
quarta-feira, 22 de outubro de 2014
sábado, 18 de outubro de 2014
A BIBLIOTECA DE BABEL
A BIBLIOTECA DE BABEL
as letras
costuram as palavras
as palavras
costuram as frases
as frases
costuram as páginas
as páginas
costuram os livros
os ratos roem
a roupa do rei
roem as letras
as palavras as frases
as páginas os
livros
o pó costura
as letras as palavras
as frases as
páginas os livros
o pó é o
destino final
terça-feira, 30 de setembro de 2014
segunda-feira, 29 de setembro de 2014
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