A ponte de pedra
os dois arcos sobre o rio
o céu sob as águas
Uma borboleta
pousa no arame farpado
a formiga à espreita
O rio deflui
sob a ponte de pedra
– aridez, ausência.
No fundo do poço
os peixes buscam o seu corpo,
ou a sua imagem.
Duas lágrimas caíram
dos olhos da estátua
sobre a minha solidão.
Tantas estrelas no céu
mas uma alma só
para entrar em êxtase.


