Morrer é fácil
Uma maldita
garrafa de coca-cola explodiu,
me cortou o
pulso
e a artéria
radial
e jorrava
sangue sem parar.
A minha
mulher me levava para o Pronto-Socorro,
o carro a
toda velocidade – e a vida cada vez mais lenta
dentro de
mim.
Eu fechava
os olhos e morria.
Eu aprendi
que morrer é uma coisa
de nada – é
só fechar os olhos
e não abrir.
Você não
pensa em nada: só fecha os olhos
e apaga
como uma
vela.

