sexta-feira, 12 de outubro de 2012
quinta-feira, 11 de outubro de 2012
A BORBOLETA AMARELA
A BORBOLETA AMARELA
Encontrei uma
borboleta morta na janela de casa.
Era uma
borboleta amarela como ouro.
Era bela como
o ouro.
Lembrava o
sol.
E doía, essa
morte sem significado.
Por que essa
borboleta estava ali?
Por que a
beleza, diante da morte?
Eu me
perguntava e as questões se multiplicavam:
Por que
estamos aqui?
A beleza é
mais forte diante da morte?
A borboleta
jazia na janela.
Depois foi
levada pelo vento
como uma folha
dourada que ganhasse asas e voasse.
quarta-feira, 10 de outubro de 2012
segunda-feira, 8 de outubro de 2012
A CAIXINHA DE MÚSICA
A CAIXINHA DE MÚSICA
O velho abraça
a árvore e canta.
O velho faz um
buraco no chão
e enterra o
seu livro da vida.
O velho
deita-se na terra e dorme.
Demorou muito
para dormir,
demorou muito
para morrer.
Uma caixinha
de música tocava.
A bailarina da
caixinha de música
dançava a
dança da morte.
A menina de
joelhos ao lado
cantava a
música do velho avô.
A menina
encantada chorava.
domingo, 7 de outubro de 2012
PROIBIDO
PROIBIDO
Fica
proibido o humor antes do meio-dia
Fica
proibido o humor depois do meio-dia
Fica
proibido o humor
Fica
proibido o bom e o mau humor
Serão
quebrados os dentes da frente
dos que
derem risada antes do meio-dia
Serão
quebrados os dentes de trás
dos que
derem risada depois do meio-dia
Serão
quebrados os dentes dos que não rirem
Fica
proibido o bom e o mau humor
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